
A Tesla está movendo uma ação contra o Departamento de Veículos Automotores (DMV) da Califórnia depois que o órgão acusou a empresa de ter criado uma “propaganda enganosa” sobre seu recurso de “piloto automático”.
Tudo começou no ano passado, quando um juiz do Escritório de Audiências Administrativas da Califórnia decidiu que a empresa havia se envolvido em propaganda enganosa ao descrever os sistemas de assistência ao motorista de sua frota como modos de “piloto automático”.
O tribunal argumentou que o piloto automático e o modo Full Self-Driving (FSD) da Tesla não atenderam aos critérios necessários de direção autônoma sob o sistema de Níveis de Automação da Administração Nacional de Segurança Rodoviária (NHTSA).
Vale lembrar que os modos de direção da Tesla são classificados pela NHTSA como automação de Nível 2. As capacidades de tomada de decisão do sistema precisam estar pelo menos no Nível 3 para serem descritos como “condução autônoma”, enquanto o Nível 5 é considerado um veículo totalmente autônomo.
Por isso, a decisão afirmou que, ao usar o termo “piloto automático”, a Tesla teria enganado seus consumidores e inflado as capacidades do sistema de direção, que é considerado semiautônomo pelo serviço.
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A decisão entrou em vigor em 15 de janeiro desse ano e incluiu uma suspensão de negócios de 30 dias em todo o estado, a menos que a empresa deixasse de usar o termo em suas peças promocionais ou mudasse seus sistemas dentro de um prazo 60 dias.
Apesar de ter feito comentários sarcásticos sobre a decisão em suas redes sociais, a Tesla cedeu. Ainda em janeiro, a empresa descontinuou o “Basic Autopilot” nos EUA, reorganizando sua oferta de frota com um modo padrão de conscientização de tráfego e uma opção para atualizar seu veículo para FSD, agora chamado de “Full Self-Driving (Supervisionado)”.
Algumas semanas depois, o DMV da Califórnia anunciou que a Tesla havia cumprido suas obrigações e não enfrentaria uma suspensão de sua licença. Mas, agora, a empresa está lutando contra a decisão com mais força afim de pode reaver o direito de comercializar seu “piloto automático” no estado.
No processo de 13 de fevereiro, a fabricante afirmou que o departamento rotulou a Tesla de engajar em “propaganda enganosa” e argumentou que o departamento não provou efetivamente que os clientes foram levados a acreditar que os veículos poderiam ser operados sem supervisão humana.
Como resposta, um representante do DMV disse que o departamento “está comprometido em proteger o público viajante e defenderá as conclusões e a decisão do Juiz de Direito Administrativo no tribunal”, relatou o canal CNBC.
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